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sábado, 8 de agosto de 2020

BORBOLETAS -MÁRIO QUINTANA




Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também, que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

domingo, 20 de janeiro de 2013

POETAS DE AMANHÃ



POETAS DE AMANHÃ: 
arautos, músicos
cantores de amanhã!
Não é dia de eu me justificar
e dizer ao que vim;
mas vocês, de uma nova geração,
atlética, telúrica, nativa,
maior que qualquer outra conhecida antes
- levantem-se: pois têm de me justificar!

Eu faço apenas escrever
uma ou duas palavras
indicando o futuro!
faço tocar a roda para a frente
apenas um momento
e volto para a sombra
correndo.

Eu sou um homem que, vagando
a esmo, sem de todo parar,
casualmente passa a vista por vocês
e logo desvia o rosto,
deixando assim por conta de vocês
conceituá-lo e prová-lo,
a esperar de vocês
as coisas mais importantes.

(Folhas de relva, 1860)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

EXPERIÊNCIA...

Eu sorria em certo dia, lá na rua do luar
Quando minha alma de repente começou a chorar.
A menina que ao meu lado, ao milagre olhava
Ficou toda molhada com o molhado da lágrima.
Por que seria? -Pensei que no pecado
A ânsia me invadia, logo a mim que me julgava
Um exemplo de Liberdade da alma?
Seria o preço da ambiguidade, o salário da licença?
A Revelação da perversão da razão do oculto epicurista?
A princípio imaginei ante o íntimo desdouro
Que a verdade e a poesia, fossem falir em meu tesouro,
Pois eu pensei naquele dia que havia
Um torpe inseto dentro de mim
Gerado pelo incerto da alegria
Em contradição com a nostalgia.
E como o sonhador que quando acorda a sonhar continua.
Eu quis me libertar do luar da rua
Pretendendo em abrupto acorde de resistência
Eliminar o pecado e a incoerência,
Incoerência da - a moral,conforme a consciência,
Falta de estética ética, segundo o mundo.
Mas..que seria,refleti pensando em ti,
A realidade do meu anseio, amada?
O retrocesso do confesso ou a parada do processo?
Qual o verdadeiro da tragédia?
(tragédia ou comédia?)
Em qual depositar a fé?
No que chorando é o que pode ser
Ou no que sendo austero,
 pretende ser o que não é?
(Alódio továr)

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