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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Não espere pelo epitáfio

Há uma frase que é sempre proferida, quase beirando um chavão, quando, em determinadas circunstâncias, se deseja cobrar de alguém uma postura direta, uma posição explícita ou, até, uma atitude clara: Deus vomitará os mornos! Essa ameaça vale também quando se quer amedrontar aqueles ou aquelas que seguem pela vida afora sem nunca se aproximar minimamente dos extremos, ficando sempre no ansiado ou proclamado como seguro “caminho do meio”, evitando-se, assim, qualquer risco de transbordamento ou ruptura da prudência. Deus vomitará os mornos! Está lá no Apocalipse (último livro da Bíblia dos cristãos), capítulo 3, versículos 15 e 16: “Conheço tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca”. Essa admoestação colide frontalmente com um dos pilares da moral greco-romana desde a Antiguidade e que impregna com intensidade a moral do cotidiano: a virtude está no meio. Tal princípio, nascido como teori…