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Mostrando postagens de Junho, 2011

Palavras que enobrecem a alma...

A primeira vista, o mundo parece uma multidão de solidões amontoadas, todos contra todos, salvem-se quem puder,
mas o sentido comum, o sentido comunitário,
é um bichinho duro de matar.
A esperança ainda tem quem a espere,
alentada pelas vozes que ressoam desde nossa origem comum
e nossos assombrosos espaços de encontro.
Eu não conheço felicidade maior que a alegria
de  reconhecer-me nos demais.
Talvez essa seja, para mim, a única imortalidade digna de fé. Reconhecer-me nos demais,
reconhecer-me em minha pátria e em meu tempo,
e também  me reconhecer em mulheres e homens
que são meus compatriotas,nascidos em outras terras,
e reconhecer-me em mulheres e homens que são meus contemporâneos,
vividos em outros tempos.
Os mapas da alma não tem fronteiras.

Eduardo Galeano